Era sábado à noite, e o ar estava quente, como se o verão tivesse resolvido antecipar sua chegada. A cidade parecia respirar mais devagar, embalada pelo silêncio preguiçoso que tomava conta das ruas. Esther passava os dedos pela borda de uma taça de vinho tinto, sentada no sofá do apartamento de Filipe, enquanto ele terminava de preparar um prato coreano simples — bibimbap, seu preferido.
Mas não era a comida o que a fazia prender o olhar nele. Era a maneira como ele se movia. Os gestos preciso