O silêncio que gritava...
Rafaella levantou, meio sem saber como reagir. As mãos trêmulas apertaram a barriga, como se aquilo fosse o único escudo que ainda tinha.
— Obrigada... — disse, num fio de voz. Mas nem ela sabia se estava agradecendo de verdade ou só tentando sobreviver.
Os olhos dele percorreram o corpo dela. Ainda machucada. Ainda frágil. A marca no rosto. As mãos com curativos. O ventre... aquele ventre que agora carregava seu filho.
E, pela primeira vez, Bruno percebeu: aquele filho não era mais só um fruto