Do outro lado daquelas portas fechadas, a vida de Rafaella e do bebê pendiam por um fio.
Os médicos lutavam. Monitores apitavam. A hemorragia era intensa.
— Vamos, precisamos estabilizar! Ela está entrando em choque! Prepara mais bolsa de sangue, AGORA! — gritava o obstetra, com luvas encharcadas de vermelho.
E enquanto isso, lá fora, Bruno, sozinho, com as mãos no rosto, com os joelhos tremendo, experimentava pela primeira vez na vida o gosto amargo do desespero de perder quem ele jurava nunca