A ligação foi seca, sem rodeios. Bruno estava sentado em sua poltrona de couro no escritório da mansão dos Santos, os olhos fixos no celular, enquanto tamborilava os dedos na mesa.
— Senhor Mario Souza? — disse com a voz cortante. — Preciso saber onde está sua filha. A mais nova. A minha esposa.
Do outro lado da linha, o silêncio foi pesado. Apenas a respiração contida de um pai que, há dias, tentava entender o que acontecia entre as filhas. Até que finalmente respondeu, com firmeza:
— Se você