A rotina havia se tornado o único refúgio que Narelle ainda reconhecia. Nas semanas que se seguiram àquela noite, ela mergulhou no trabalho como quem se joga num abismo profundo, certa de que só o cansaço a impediria de enlouquecer.
A mansão da alcateia, antes tão cheia de ruídos, parecia estranhamente silenciosa. Cada manhã, ela atravessava os corredores com pastas e relatórios apertados contra o peito, como se aqueles papéis pudessem blindá-la das próprias escolhas.
Não era difícil perceber