A neve caía em redemoinhos finos sobre o pátio do Conservatório. A estrutura de pedra escura parecia cravada na montanha como um segredo antigo. Luxor, envolto no casaco grosso, desceu do carro sem olhar para trás.
Lá dentro, tudo era silêncio. Vozes sussurravam nas paredes, mas ninguém falava alto. Filhos de alfas caminhavam como sombras, olhos baixos, passadas medidas. Não se tocavam. Não sorriam. O Conservatório era um campo de disciplina, mas também de observação. E Luxor sabia disso antes