RIO DE JANEIRO, BRASIL.
A noite estava quente, abafada como um segredo prestes a explodir. Do 45º andar da cobertura em Copacabana, Caco Menezes contemplava a imensidão escura do mar que se fundia com o céu salpicado de estrelas. O vento soprava pelas vidraças blindadas da sacada como um sussurro conspiratório. Mas dentro do apartamento, reinava uma atmosfera densa, quase sufocante.
O Don da máfia brasileira não era homem de contemplações românticas. Seus olhos, normalmente duros como aço, esta