MOSCOU, RÚSSIA.
A neve caía lenta e densa sobre Moscou, cobrindo as ruas, os telhados e o mundo com uma capa de gelo silenciosa. Mas dentro da mansão Petrov, o frio não vinha do clima lá fora. Vinha do cheiro de sangue coagulado, da presença da morte e do ar que parecia cortante como vidro. A sala principal, ampla e luxuosa, de colunas brancas e piso de mármore negro, já não exalava poder nem ostentação. Exalava morte.
No centro do salão, ladeadas por quatro homens armados, repousavam duas caix