RENZO ALTIERI
A dor é a primeira coisa que sinto. Ela pulsa em minha cabeça como se alguém martelasse meu crânio por dentro. Tento abrir os olhos, mas a claridade do ambiente fere minhas retinas como navalhas. Instintivamente, fecho-os de novo, praguejando em silêncio. Com mais cuidado, abro-os novamente. A luz ainda incomoda, mas desta vez consigo mantê-los entreabertos. O som rítmico de um bip eletrônico ecoa nos meus ouvidos, insistente. Inferno. Estou em um hospital.
Tento me mover. Má