Primeiras Raízes
O cheiro de madeira molhada me recebeu antes mesmo de cruzar a porta do ateliê. Respirei fundo, como se o aroma pudesse me ancorar naquele momento.
Era reconfortante o perfume da criação, da paciência e da permanência.
Cheguei mais cedo do que deveria, mas Caio já estava lá.
Ele se curvou sobre uma tábua de cedro, lixa em mãos, movimentos firmes e cuidadosos. A luz da manhã atravessava a janela e desenhava sombras suaves em seu rosto.
Fiquei observando por alguns segundos, s