No terceiro dia de repouso, Sophia já tentava fugir da cama.
— Você está com o pé fora do colchão. Isso é provocação — disse Adam, parado na porta com os braços cruzados.
— Isso é sobrevivência. Se eu passar mais uma hora nessa cama, vou enlouquecer.
— Ótimo. Assim eu tenho desculpa pra te amarrar nela — retrucou ele, sério, mas com o canto da boca se erguendo num sorriso.
— Tá ameaçando ou prometendo?
— As duas coisas, Scoot.
Ela rolou os olhos, mas o corpo ainda pesava. Ela sabia. Ele sabia. Mas algo dentro dela queria se sentir útil. Capaz. Forte.
E foi nesse instante que o telefone tocou. Adam atendeu com o semblante já tenso.
— Fale.
Do outro lado, a voz do comandante soou seca:
— Precisamos de você. Agora. Nova missão. Alerta vermelho.
— Entendido. Estou indo.
Quando ele desligou e se virou, Sophia já sabia.
— Eu vou com você — disse.
— Nem pensar.
— Adam, eu posso ajudar.
— Você quase desmaiou no banheiro ontem. Nem sonha.
— Eu tô melhor.
— Você está fraca. E só vai comigo se f