Eu acordei com a sensação incômoda de que algo estava errado.
Não era um pensamento claro. Era um peso. Como se o ar estivesse mais denso, como se a casa respirasse diferente. Miguel ainda dormia ao meu lado, o peito subindo e descendo num ritmo tranquilo demais para o caos que eu sentia por dentro.
Levantei devagar, tentando não acordá-lo.
Na cozinha, o celular vibrava em cima da mesa.
Uma mensagem. Número desconhecido.
“Você acha mesmo que venceu?”
Meu estômago revirou.
Antes que eu pudesse r