Mundo de ficçãoIniciar sessãoMarcos não gritou naquela noite.
E isso foi o que mais assustou.Ele andava pela casa como um animal preso, os passos pesados marcando o ritmo de uma raiva contida. Abria gavetas sem precisar de nada, fechava portas com força suficiente para estremecer as paredes, respirava alto demais.Ela fingia ler um livro na cama, mas não via palavra alguma. Cada músculo do corpo estava tenso, atento ao menor sinal.— Você anda diferente — ele disse, parando na porta do quarto.Ela nã






