O corredor da prisão era frio e úmido, impregnado de cheiro de ferro e desinfetante. Quando a porta do parlatório se abriu, Alexia sentiu as pernas vacilarem. Há dias não via um rosto conhecido. As visitas eram o único fragmento de vida que restava.
Do outro lado do vidro, Helena surgiu primeiro. Os olhos vermelhos denunciavam noites sem dormir. Fernando e Clara vieram logo atrás, carregando o peso da indignação e do medo.
— Minha filha… — Helena sussurrou, encostando a palma da mão contra o vi