O silêncio não desapareceu depois da pergunta, ele cresceu, e espalhou-se pela sala como algo vivo, pesado, impossível de ignorar.
Martina não respondeu imediatamente. Ficou olhando para o recibo na mão de Joaquim como se aquele pedaço de papel fosse uma arma apontada para o peito dela. Por um segundo inteiro, pensou em negar apenas com o silêncio, fingir não entender, fingir que aquilo não significava nada.
Mas Joaquim ainda estava ali, esperando, o olhar dele não tinha raiva, tinha algo pior,