A noite caiu sobre o Hospital Psiquiátrico de Santa Aurora como um manto gelado e opressor. O vento arrastava o eco de árvores batendo contra as janelas altas, mas dentro do edifício o mundo parecia engolido pelo silêncio. Nos corredores frios e estreitos, o cheiro de desinfetante misturava-se com o frio da madrugada, criando uma atmosfera que parecia feita para quebrar quem ainda tinha coragem de sonhar.
Alexia estava sentada na cama estreita do quarto, abraçando os joelhos contra o peito, os