A manhã na mansão Monteiro nasceu com o som de passos apressados e vozes misturadas. Floristas subiam e desciam as escadas, garçons traziam caixas de champanhe, e o aroma adocicado de rosas invadia os corredores. Vicente andava de um lado para outro no salão principal, dando ordens a cada um com a precisão de um diretor de cena.
— Quero luzes em cada mesa, cortinas novas, e as orquídeas só nas laterais. — dizia, a voz firme, o olhar inspecionando cada canto. — Hoje não pode haver falhas. Nenhum