O sol entrou pela manhã como que pedindo licença àquela casa imensa. Pelas janelas altas da mansão Monteiro, a cidade parecia distante, uma pintura elegante além dos vidros. Mas, para Alexia, nada do que havia ali significava liberdade. O mármore, os candelabros, os corredores amplos eram a moldura de uma prisão onde aprendia a respirar por conveniência.
Vestiu-se com calma, escolhendo um vestido discreto, de tecido macio, para não chamar atenção. Prendeu o cabelo numa trança frouxa. Olhou o pr