Capítulo 4

(...)

Lorenzo

 Eu não posso esperar até amanhã, preciso de uma resposta para ainda hoje. Liguei para o departamento pessoal, pedindo o endereço e contato da funcionária Liza Backer, com meus contatos, investiguei a vida toda da garota, vinte e um anos, a mãe veio falecer no parto e desde então, sua família é seu pai, agora eu entendo o seu desespero, ele é a única pessoa que tem. Consegui o contato do hospital, quitei toda a dívida que eles possuiam e junto, paguei a cirurgia do seu pai, dessa forma, ela não irá recusar aquele contrato até porque qualquer uma, gostaria de estar em seu lugar.

 Fui para o endereço que havia no seu cadastro na empresa mas não a encontrei, liguei várias vezes impaciente, até que finalmente ela atendeu. A pressionei para assinar, podia perceber faísca se ascendendo em seus olhos, ela não tinha medo de mim, me enfretava mas isso não será um problema, já que não iremos ter contato por trás das "câmeras".

— Ok, amanhã, as oito estarei te esperando aqui embaixo. - Disse me levantando.

— Como assim? - Questionou alterada, se levantando logo em seguida. — Eu peciso ver meu pai até meio dia.

— Fica tranquila, isso dependerá de você. Para aparecer comigo publicamente, preciso que esteja vestida adequadamente.

 Ela abriu a boca para me retrucar mas fechou, cruzando os braços, fazendo um bico feito uma criança emburrada. Dei um sorriso de canto, desviei o olhar e segui para a porta.

— E não se atrase, eu odeio ter que esperar.

 Abri a porta e não esperei por uma resposta sua. Amanhã será um grande dia e preciso que Liza esteja vestida à minha altura, ela era uma garota de chamar atenção, seus olhos verdes se destacariam com uma bela jóia mas preciso deixar atenta sobre as garras do meu irmão, Jhulia se arrependerá de ter me trocado, Mattew não vale nada e sei que Liza será sua próxima caça.

 Oito horas em ponto e ela vinha, toda sem jeito em minha direção, vestindo um vestido curto, um decote comportado, seus olhos encontraram o meu, sem mostrar os dentes, ela deu um sorriso.

— Pontual, gosto disso.

— Bom dia para você também.

 Sorri com sua voz, a garota é atrevida, não tem medo de me retrucar, como eu nunca percebi que tinha uma funciária assim? Abri a porta do carro, onde a mesma entrou, dei a volta, entrando e dando partida. O silêncio parecia ser um incômodo para ela, suas pernas não paravam de se mexer, seus dedos se entrelaçavam com as mãos sobre seu colo. O trânsito naquela manhã parecia estar um caos, as buzinas já estavam me deixando irritado, juntando com suas pernas freneticamente balançando.

— Você quer parar? - Falei em um tom alterado, a encarei, seus olhos pareciam assustados. — Suas pernas balançando está me irritando.

 Ela se encolheu no banco, desviei o olhar, percebendo a fila completamente parada. Apoiei um braço na porta, escorando minha cabeça no banco, tentando acalmar a minha irritação, hoje o dia amanheceu daquele jeito, já basta o jantar de noivado da minha ex noiva com meu irmão, decidi dispensar meu motorista, até então para ele precisamos ser um casal real. Percebi ela tentando controlar suas pernas, a encarei e rapidamente a mesma sussurrou.

— Desculpa, é automatico eu não consigo. 

 Disse receosa e um sentimento de culpa me atingiu, a garota não tem nada a ver com o que está acontecendo na minha vida, esssa irritação eu sei que é puro ódio do jantar dessa noite, eu preciso que tudo saia perfeitamente como planejado, que Liza se saia bem, precisamos parecer completamente... apaixonados.

— Liza hoje não é um bom dia, eu preciso que hoje a noite, você seja convincente no que temos. - Seu olhar se encontrou o meu. — Terá um jantar de noivado do meu irmão e você será minha acompanhante, precisamos mostrar que estamos... apaixonados, a familía pode parecer um pouco surpresa e fazer vários quesitonamentos, mas deixa que eu responderei todas as perguntas, quando eu acenar a cabeça, é um sinal que você pode responder ou falar. 

 Ela apenas concordou com a cabeça sem muitas palavras por hoje, bom, ótimo pra mim porque também não estou com paciência para suas retrucações. Depois de quase três horas, a fila começou a andar, chegamos na loja e pedi para atendente mostrar os vestidos para Liza. Ela escolheu por alguns e coloquei o olho em um, que pedi para a moça também separar para ela provar.

 Apressadamente, ela vinha e voltava do provador, apenas com meu olhar de reprovação, a garota já nem saia de dentro daquele provador, mas quando vestiu o vestido vermelho, fiz sinal para que se aproximasse. Liza caminhou toda sem jeito, esse foi a minha escolha, sabia que iria cair perfeitamente em seu corpo, destacando suas curvas, a fenda na lateral da sua perna direita a deixava ainda mais encantadora, o tom do vestido com sua pele, a deixou absurdamente atraente.

 Me levantei da poltrona, se aproximando dela, seus olhos penetraram no meu, segurei em sua mão e a fiz rodar, agora sim, Liza estava digna de uma mulher para estar ao meu lado, ela não precisava de muito, tenho que confessar que a beleza dessa garota era irresistivel para um homem, vestida como tal então, deixaria todos impressionados e é exatamente disso que eu preciso, que ela chame a atenção.

— Vamos levar esse.

 Me afastei, a atendente assentiu com a cabeça, Liza se virou e voltou para trocar de roupa. Demoramos mais do que esperavamos, já eram quase meio dia, enquanto pagava pelo vestido, percebi a mesma soltando um suspiro de frustação ao olhar seu celular. Seguimos para o carro, quando entrei, percebi que a mesma passava a mão pelo seu rosto, a ponta do seu nariz, estava vermelho, ela estava chorando?

— O que houve? Não gostou do vestido? - Ela apenas negou com a cabeça, suspirei pesado. — Liza o vestido caiu perfeitamente em seu corpo, você ficou deslumbrante.

 Ela virou a cabeça para olhar pela janela, não irei ficar insistindo se não quer conversar, desde que entrou no carro, não ouvi sua voz e pouco me importa. Liguei o carro, preciso deixa-la no hospital para ver seu pai, talvez esteja assim por medo dessa cirurgia que sue pai irá fazer, pelo que entendi é arriscado e delicado.

 Quando a mesma se deu conta de onde estavamos chegando, me olhou rapidamente.

— Tarde demais ter me trazido para cá. - Franzi a testa sem entender.

— Você não quer ver seu pai?

— As visitas eram somente até meio dia Lorenzo.

 Olhei para o relógio, haviam se passado dez mintuos, mas quem ousará não deixar essa garota entrar? Encontrei por uma vaga e estacionei o carro.

— Vamos, você vai vê-lo.

— Eles não vão deixar eu entrar.

— Liza confia em mim ok? Não que isso me importa, mas me sentirei culpado se você não ver seu pai antes da cirurgia, eu não planejei aquele congestionamento, imprevistos acontecem.

 Ela bufou, descemos do carro e seguimos para a entrada do hospital. Eles não teriam coragem de me negar a entrada, minha família ajuda com esse hospital, somos tratados como realezas. Dito e feito, a garota liberou sua entrada sem nem questionar sobre o horário. Deixei Liza entrar sozinha pois isso não é do meu interesse fazer parte da sua vida pessoal.

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