Mundo de ficçãoIniciar sessão(...)
Lorenzo Monett Em plena sexta-feira, as nove e meia da manhã, cheguei no escritório e em cima da minha mesa, havia um envelope, ao abrir e se der conta do que se tratava, amassei com raiva aquele convite de noivado, não pode ser, quanta audácia desses dois, além do meu irmão me trair e minha noiva me trocar por ele, me mandam o convite de noivado? Em apenas nove meses que me deixou, já está noivando com outro? Isso se chama provocação da parte de Mattew, para tomar tudo de mim. Tenho vinte e oito anos, filho da família mais bilionária de Dallas, meu pai está aposentado há alguns meses e eu, sendo o filho mais velho, estou no comando da empresa, porém segundo meus pais, eu preciso me casar, ser um homem de família, ser apresentável diante de todos para poder me tornar o CEO oficial da empresa Monett.Meu irmão tem vinte e quatro anos, nunca aceitou que eu ficasse á frente dos negocios da família, roubou minha noiva e agora está noivando, para conseguir pegar o meu lugar na empresa, eu não posso permitir isso, ele levará esse lugar á falência, destruirá tudo que um dia nosso pai construiu.
— Lembrou que existimos? - Revirei os olhos assim que ouvi a voz da minha mãe fazendo drama. — Pelo visto vocês esqueceram do que aconteceu não é mesmo? Como podem aceitar isso? — Ah entendi, você recebeu o convite. — Mãe isso não pode acontecer, ela me traiu, os dois me trairam! Mattew deveria ser deserdado da família. — Jhulia errou ainda mais por ter dado trela para seu irmão, ela era sua noiva, deveria respeita-lo. — Eu não acredito nisso, os dois erraram! Mattew vive em uma constância inveja de mim, querendo tomar tudo que eu tenho. Em nove meses um noivado? — Meu filho, é seu irmão, nós não apoiamos isso, mas se os dois se amam, não temos o que fazer. — Mas que porra! Então Mattew irá mesmo se casar com ela? — Sim e você precisa aceitar isso, não vá fazer nenhuma besteira meu filho, já basta o escandâlo que tivemos que abafar sobre isso. — Você sabe que ele está fazendo isso para me provocar né? - Ouço a porta da minha sala sendo aberta bruscamente, desvio o olhar para mesma, vendo uma garota morena, cabelos curtos, recuando. Levanto minha mão, fazendo sinal para a mesma entrar. — E saiba, que seu irmão se casando antes de você, tomará o seu lugar na empresa também. — O que? Você... - A ligação ficou muda e logo caiu. — Droga! Joguei o celular na mesa, sentindo meu sangue fervilhando, não é possível, eles não podem fazer isso comigo. Olhei para a garota sentada a minha frente, sua cabeça se mantinha abaixada, desviei o olhar e percebi suas mãos cruzadas, enquanto mexia seus dedos, parecia nervosa. Soltei um suspiro e a chamei. Ela começou falar sem parar, olhei para o crachá pendurado em seu pescoço, Liza, é a garota que prepara meu café toda manhã, a secretária, não tinhamos muito contato e nem havia percebido que ela não estava quando cheguei. Me perdi em pensamento, como irei arranjar uma noiva e me casar antes do meu irmão? Isso é loucura! Não aprestei atenção em quase nada que a garota me falava, pouco me importava com a vida de funcionário fora da empresa mas uma coisa me chamou atenção, ela precisava de dinheiro, eu precisava de uma noiva, um contrato de casamento, ajudaria os dois resolver seus problemas. Não concordo com isso, mas como o amor não é mais uma opção para mim, essa seria a única forma de me ajudar se vingar deles, jamais irei deixar que tomem o meu lugar e destruam o império que meu pai construiu. — Me desculpe senhor, eu não deveria ter te contado isso. - Ela se levantou, me despertando dos meus pensamentos intrusos. — Por favor, finja que eu não estive na sua sala hoje, eu preciso muito desse emprego. Me ajeitei na cadeira, ajustando meu terno, seus olhos verdes cruzaram com o meu, soltei um suspiro, olhei uma última vez seu nome no crachá para não errar. — Liza não é? — Sim senhor. — Quantos anos você tem? — Vinte e um. — Sente-se por favor. - Voltou-se a se sentar, me levantei, dei a volta pela mesa e andei em sua direção. – De quantos você precisa? — Me escorei na mesa, ao seu lado, cruzando meus braços, a garota parecia atordoada com a minha atitude. — Senhor... eu... — Eu tenho uma proposta para você. — Pro...proposta? - Gaguejou. Me desencostei da mesa, se abaixando e levando as mãos para a letaral da cadeira, virando a mesma para ficar de frente para mim. Percebi a garota trancando sua respiração, aproximei meu rosto podendo sentir seu permufe doce. — Você precisa de dinheiro, eu preciso de uma noiva, te pago duzentos mil dólares para assinar um contrato de casamento comigo. - Me afastei, seu rosto mostrou espanto. — E posso te pagar isso por mês, até nosso contrato se finalizar. Durante isso, terá acesso a todo meu dinheiro, não precisará gastar um dólar do seu pagamento, podendo guardar o dinheiro e ter uma boa reserva para você e seu pai depois. Dei um sorriso de canto, percebendo seu olhar desviar para minha boca, sorri ainda mais e me afastei, dei a volta na mesa, voltando a me sentar em minha cadeira. — Irei solicitar ao meu advogado que faça o contrato, assim que pronto, encaminharei para você, poderá ler com calma, mas preciso de uma resposta até esse sábado. — Amanhã? - Questionou assustada. — Sim, amanhã, precisarei de você para amanhã. Ela abaixou o olhar parecendo perdida, posso estar cometendo uma loucura, mas será apenas por alguns meses, só até me tornar o CEO oficial dessa empresa, ela não sabe muito sobre mim e eu não sei dela, então isso se torna mais fácil, sem questionamentos, sem cobrança, onde cada um vive a sua vida por trás dos bastidores.






