(...)
Lorenzo
A luz da manhã na ilha, não pedia licença, ela filtrava pelas cortinas de linho com uma suavidade que eu nunca tinha me permitido notar antes. Por anos, o amanhecer era o sinal de alerta, o momento de conferir os dados das ações mas hoje, o único ritmo que importava, era a respiração de Liza contra o meu peito.
A observei enquanto dormia, seu corpo nu, grudado ao meu, emaranhada nos lencóis brancos. Ela parecia menor assim, desarmada, sem a postura rígida de uma esposa de um CEO.