Eu entendia a confusão dele.
O medo pulsava em suas veias, medo de que minha morte estivesse ligada a ele, medo de que Violeta, aquela em quem depositou tantas esperanças e confiança, fosse realmente a autora de uma tragédia tão brutal.
Com um gesto quase paternal, o policial tocou seu ombro e falou com voz calma, porém carregada de verdade crua:
— Olha só, crimes passionais acontecem o tempo todo por aí. No fundo, é sempre a mesma história: alguém que fica em cima do muro, balançando entre dois