Clara acordou antes do despertador.
Não de ansiedade.
Não de medo.
Mas de uma sensação estranha, poderosa, quase física:
pela primeira vez em muito tempo, ela queria voltar.
Queria entrar naquele prédio que já tinha significado tudo — e que tentaram transformar em ruína.
Mas agora, ela voltava triunfante.
Henrique estava sentado na beira da cama, já pronto. Terno escuro, perfume discreto, expressão suave.
Ele a observou despertar com um sorriso pequeno — daqueles que não anunciam nada, mas dize