Quando meu pai finalmente respirou aliviado, murmurou:
— Então tá, vou esperar.
Mal tive paciência para ouvir qualquer coisa, só desliguei na cara dele, sem pensar duas vezes.
Fiquei sentada ali, encostada na porta, perdida nos meus próprios pensamentos.
O tempo parecia andar devagar, e cada tique do relógio na parede me fazia afundar um pouco mais no desespero.
Eles podiam mesmo arrancar minhas pernas e meus braços?
Só de pensar, senti um frio na barriga, o tipo de pânico que fazia a gente s