Do outro lado da linha, houve alguns segundos de silêncio antes que ele perguntasse:
— Onde você está agora? Vou até você.
— Não precisa, eu mesma vou fazer os exames.
Talvez minha recusa tivesse sido um pouco incisiva, pois a voz daquele homem ficou ainda mais fria:
— É melhor não tentar nenhuma gracinha comigo, senão... Eu te mato!
Aquele tipo de ameaça sombria, ele já havia repetido inúmeras vezes. Foram tantas que ao ouvir, meu coração já não reagia mais.
Respondi com indiferença:
— Entendi.