Bruno me encarava fixamente, com um olhar profundo. Suas mãos, apoiadas na mesa, estavam ligeiramente cerradas.
Soltei um suspiro e falei, tentando aliviar o clima:
— Me desculpa.
Ele desviou o rosto e deu um sorriso contido.
— Você não tem que se desculpar. Não havia nada entre nós de verdade. Você gostar dele não é nenhuma traição.
Por um momento, tive a impressão de ver algo estranho em seu olhar. Um brilho frio, quase sombrio, passou rápido pelos seus olhos, geralmente tão calmos e gentis.
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