Selene
A noite desceu sobre a fortaleza com a paciência de quem já viu muitos reinos caírem e se erguerem. Eu esperava, sentada no escuro do meu quarto, sentindo o cheiro da cera fria das velas e o peso do tecido grosso da capa sobre os ombros.
A cada estalo da madeira, meu corpo lembrava do altar, do sangue, do “isca” sussurrado em volta, lembrava, também, das mãos que me sustentaram depois, o sol e a noite disputando lugar em mim. Eu respirei fundo. Aquilo não era fuga, era missão.
A maçanet