Selene
Vi a minha boca entreaberta, o pescoço em oferecimento, a forma como ele me mantinha sem me esmagar. E, ao ver, algo em mim cedeu, não como quem quebra, como quem decide.
— Damon… — falei o nome dele devagar, como se mastigasse a sílaba para sentir o gosto.
— Mais. — ele pediu, e subiu a mão.
Eu obedeci. Disse o nome dele duas, três, quatro vezes, não súplica, chave. Cada vez, sentia o corpo responder como se a torre inteira movesse pedra por pedra para nos acomodar. Foram minutos, ou ho