A luz da manhã entrava macia pela janela do ateliê.
Clara estava sentada no chão, com os joelhos dobrados e dezenas de cartões de papel kraft espalhados ao redor com pincéis, canetas e tiras de fita adesiva ao alcance da mão.
Aos poucos, ia escrevendo os bilhetes que seriam espalhados pela galeria — não como legendas, mas como suspiros.
Alguns vinham prontos.
Outros pareciam tímidos, esperando que a tinta encontrasse a coragem certa.
“Toda ausência carrega um nome que a gente ainda não desapren