A estrada era cercada por árvores altas e silenciosas, como se guardassem segredos antigos nas folhas.
Noah dirigia com uma mão no volante e a outra entrelaçada nos dedos de Clara, que observava a paisagem pela janela com o rosto meio encostado no vidro.
— Falta muito? — ela perguntou, com a voz sonolenta e sorridente.
— Uns vinte minutos.
Talvez menos, se você continuar com essa cara de “tô prestes a dormir com charme”.
— Eu tenho o charme sonolento, sim.
É uma das minhas melhores expressões a