Clara entrou no ateliê com uma ideia na cabeça e um sorrisinho no canto da boca.
Noah, sentado no chão, terminava de colar pequenos recortes numa moldura que ela chamava de “obra colaborativa” — mas que, segundo ele, era só uma desculpa pra sujá-lo de tinta.
— Vem comigo — disse ela, já amarrando o cabelo.
— Pra onde?
— Pra conhecer o Gus. E a galeria.
Ele levantou uma sobrancelha.
— O oráculo urbano?
— Ele te chama de “O Médico Que Pinta Molduras”. Acho que você merece conhecer o autor da piad