A luz da manhã entrou esgueirando pelas frestas da cortina, tingindo o chão de dourado. Clara ainda estava deitada, o rosto meio escondido no travesseiro, quando Noah apareceu com duas canecas e um sorriso preguiçoso.
— Café da manhã na cama. Com direito a bilhete — disse ele, entregando a xícara.
Ela riu, sentando-se com os cabelos desgrenhados e o olhar ainda sonolento.
— Você tá se superando, doutor Bennett.
— Eu vivo sob ordens da artista. E das suas vontades antes do café.
Ela pegou o bilh