Aquela foi a noite mais longa da vida de Helena.
O quarto estava silencioso.
As luzes permaneciam apagadas, exceto pela iluminação suave dos equipamentos de monitoramento. O relógio na parede avançava lentamente, mas para ela parecia que as horas haviam parado.
Dormir era impossível.
Sempre que fechava os olhos, a voz da médica voltava.
Risco de parto prematuro.
A frase ecoava sem parar.
Helena permanecia deitada, uma das mãos sobre o ventre.
Como se pudesse proteger o bebê apenas através do to