O apartamento estava silencioso.
Não o silêncio pesado que um dia dominou aqueles cômodos.
Era um silêncio confortável.
Daqueles que existem quando tudo está em paz.
Clara dormia no berço.
Helena organizava algumas roupas da filha no quarto.
E Dante estava sentado no chão, cercado por caixas.
Muitas caixas.
Fotografias.
Documentos antigos.
Álbuns.
Objetos que ficaram esquecidos durante anos.
Quando Helena apareceu na porta, encontrou o marido completamente concentrado.
— O que está fazendo?
Ele