— Nora.
Meu corpo inteiro congelou. A voz grave reverberou pelo corredor estreito, firme e segura, impossível de ignorar. Eu conhecia aquele tom. Devagar, virei a cabeça, e lá estava ele: Gabriel.
Encostado à meia-luz, uma mão casualmente no bolso, a outra segurando um copo de uísque quase vazio, o corpo levemente inclinado contra a parede. Parecia confortável demais naquele ambiente que me sufocava. Mas o olhar dele… direto, afiado, carregado de algo que eu não conseguia nomear.
— Você es