O bar estava lotado, o cheiro de cerveja velha e gordura frita misturado ao som rouco de um blues barato. Era o tipo de lugar em que ninguém prestava atenção em ninguém — perfeito para o que eu precisava fazer. Sentei no canto mais escuro, de frente para a porta, e pedi um uísque duplo. O copo suou nas minhas mãos antes mesmo de eu dar o primeiro gole.
Meu colega chegou quinze minutos depois. O delegado Marcos Duarte, investigador há tempo suficiente para saber que há certas conversas que não s