O cheiro de café queimado impregnava o ar da pequena cafeteria na esquina da delegacia. Não era exatamente um lugar agradável, mas era discreto o suficiente para o tipo de encontro que eu precisava ter. Sentei-me de costas para a rua, visão clara da porta de entrada, os dedos tamborilando contra a porcelana da xícara ainda cheia.
O informante não atrasou. João sempre foi pontual, nervoso demais para arriscar qualquer deslize. Um sujeito magro, cabelo ralo e olhos que giravam inquietos como se o