Elara*
Não sabia ao certo em que momento o sono me venceu. Apenas recordava o gosto dos lábios de Cassian contra os meus, o calor de sua pele após deixarmos a banheira e a maneira como seus braços me envolveram, possessivos e frágeis ao mesmo tempo, quando nos deitamos naquela cama improvisada. Ali, no aperto de seu abraço, adormeci. Pela primeira vez em tantos anos, meu corpo sentia-se em casa.
Quando meus olhos se abriram, a luz suave da manhã atravessava as frestas do lugar. Mas o que realme