A casa parecia mais silenciosa desde que Miguel embarcara para Lisboa.
Gabriela sabia que era temporário, que ele voltaria para o nascimento do bebê e que se falavam todos os dias por vídeo. Ainda assim, a ausência física doía em pequenos detalhes: na xícara que ele costumava usar, no violão encostado ao canto, nas risadas no final do dia.
Manu também sentia. Mas sua forma de lidar foi surpreendente.
— Vou escrever cartas para ele, mãe. Toda semana. Assim como escrevo pro Daniel.
— Que tal faze