Naquela manhã, Gabriela acordou antes do sol.
Pela primeira vez em muito tempo, o peito não doía ao respirar.
Sentia-se estranhamente leve. Como se o mundo estivesse, enfim, permitindo um instante de paz.
Na cozinha, Miguel preparava o café. Manu, sentada no balcão, ria das caretas que ele fazia enquanto mexia o achocolatado.
A cena era tão comum... e, ao mesmo tempo, tão extraordinária.
— Bom dia — disse Gabriela, sorrindo, ainda com os olhos inchados de sono.
— Bom dia, flor do dia — responde