Heloisa Moura
A voz dele me pegou desprevenida. O som grave, carregado de algo que não consegui definir de imediato, fez meu coração falhar uma batida.
— Vittorio…?
Pisquei algumas vezes, sentindo um turbilhão de emoções se chocar dentro de mim. Não, não podia ser ele. Não depois de tanto tempo. Mas ele estava ali, ajoelhado ao lado da minha cama, os olhos escuros e intensos cravados em mim, como se não acreditasse que eu ainda existia.
Por um segundo, um único segundo, meu peito se aqueceu com