A madrugada avançava devagar, envolvendo a mansão em um silêncio tão denso que parecia abafar até o próprio vento. Dentro do quarto principal, a luz da lareira já diminuía, deixando apenas um brilho suave que desenhava sombras nas paredes. Elena havia adormecido recostada no peito de Dante, mas ele permanecia acordado, os sentidos sempre em alerta — um hábito que anos de lutas e perigos nunca haviam deixado desaparecer.
De repente, um som cortou o silêncio.
Baixo, quase imperceptível, como o ar