Lucca ficou sentindo o cheiro da namorada enquanto ela dormia. Fez careta quando sentiu o hálito da menina. Nunca tinha acontecido, mas agora o cheiro estava péssimo.
Focou nos cabelos.
Pensou que não podia deixar acontecer de novo.
Tinha que cuidar de Ive.
Realizar os sonhos dela assim como o rapaz do filme.
Se levantou da cama decidido a procurar por Mayana, se ele aceitasse ir embora com ela a cigana deixaria Ive em paz.
No corredor do hotel ele sentiu o coração apertar.
Iria embora, mas antes precisava fazer algo.
Bateu em algumas portas.
Silêncio.
Insistiu em cada uma das portas que encontrou. Na última, a voz do pai soou forte.
Muralha abriu a porta preocupado.
Achou que fosse Ivan, mas encontrou o filho com a expressão perdida.
— Sou eu filhão! O que foi? A Ive...
— Dormindo. Ive dorme quentinha.
Lucca aprendeu associar a temperatura da namorada ao bem-estar. Conferiu se ela estava quente antes de sair do quarto.
— Então o que foi?
— Lara?
A mãe respondeu da cama.
— Estou aqui,