Dentro, sobre o veludo impecável que Muralha havia alisado com as próprias mãos, um estetoscópio. Não um modelo clássico, era delicado e moderno, na cor rosa-bebê, exatamente como o primeiro que deu a ela.
E na parte metálica estava gravado em letras cursivas... Dr. Lara... Minha vida.
As lágrimas saltaram sem aviso dos olhos da médica.
Ela era uma mulher forte, mas aquela era sua fraqueza.
— Lenhador…
— Eu sinto falta da sua risada, Lara. E você nunca ri tanto quanto quando traz um bebê ao mundo, ou quando salva a vida de um bandido idiota. Sinto falta da sua vida.
Ela deslizou o dedo pelo presente.
O estetoscópio... O símbolo da vida que ela havia jogado fora pela dor de perder a própria vida quando se viu sem o marido e sem o filho.
Lara amava o que fazia, mas para salvar vidas era necessário estar viva e ela morreu quando se viu sozinha.
— Eu não posso… Eu preciso ser cem por cento de vocês, ser uma mãe melhor. Proteger o seu filhotinho.
Lara tentou falar, mas as lágrimas não