E enquanto Paulo estava amarrado aos tubos quentes da caldeira.
Lara se sentava ao lado de Alex.
— Preciso que me ajude com uma coisa, mas se aceitar precisa saber que eu não vou te dar nada em troca.
— Fala aí, dona.
A médica pensou que o segundo passo seria ensinar aquele menino a falar, mas por enquanto precisava de outra coisa.
— Quero que me mostre como encontrar a Mayana...
Lara não tinha terminado a frase quando todas as luzes da lanchonete piscaram e depois apagaram de vez.
Alex se agarrou a ela, achou que fosse bruxaria da cigana.
Na sala de máquinas, Muralha soltou um...
— Opa, acho que exagerei. Desculpe.
A voz baixa e grossa deixava tudo ainda pior, e a saliva misturada com sangue escorria pelo queixo.
Os ruídos que saíam do médico eram uma mistura estranha de tosse, vômito e grunhidos... Os olhos arregalados pelo pânico, a mente quase em choque.
Muralha o tranquilizou olhando para a parte da língua que havia sido arrancada.
— Não se esforce, só vai piorar a hemorragia. Ac