As horas seguintes foram estranhas para todos.
Lara se encarregou da extubação e encaminhar a nora para o semi-intensivo. Só então ela percebeu que o hospital estava vazio.
Perguntou a uma das técnicas de enfermagem.
— Onde estão os pacientes que estavam aqui quando chegamos?
A moça respondeu orgulhosa do próprio trabalho.
— Transferimos para a ala pública do hospital em menos de uma hora.
A médica franziu o rosto inteiro em uma careta quase incrédula. O risco de transferências em massa era gigantesco, só uma catástrofe justificaria algo assim.
— Por quê?
— O diretor disse que a ordem era manter a estrutura completamente a disposição da doutora.
A médica soltou o ar em uma risadinha irônica.
— Sara.
— Doutora?
— Nada não. Só checando fatos, tenho uma amiga pequenininha e com mania de grandeza. Ela é legal, só um pouco exagerada.
A técnica de enfermagem tinha aprendido com os anos de profissão que fofocas eram a melhor parte de estar em um hospital.
Começou a perguntar tudo o que queri