Ive não estava ali para conversar, desabafou sem mesmo ter pensado sobre aquilo, muitas vezes a alma toma o lugar da razão, e foi o que aconteceu.
Não se importou, Mayana jamais falaria sobre o que ouviu... Jamais falaria mais nada com alguma lógica.
Espalmou a mão esquerda na testa da falsa cigana.
Os olhos azuis da menina estavam alegres, estreitos, e fixos no olho ainda saudável de Mayana.
Apontou o instrumento longo, ergueu a pálpebra e perfurou.
O sorriso de Ive não tinha som, mas o tremor no corpo da cigana sacudiu as grades.
Tentativas vãs de fuga são parte da vida. Ive sabia, havia passado os últimos cinco anos tentando sobreviver. Agora Mayana fazia o mesmo, se debatia tentando evitar o inevitável.
O instrumento entrou macio pela parte superior da órbita, um encaixe perfeito do ferro frio com a janela da alma. Moveu o instrumento com precisão, cinco centímetros, só o necessário para desativar de um nervo motor.
Ive sabia que estava destruindo parte do lóbulo frontal da