Ive se deitou no peito do amigo.
Parecia o melhor lugar do mundo para se estar. Era quente e ela se sentia em casa como já não sentia há muito tempo.
Estava exausta, mas quando Antônio se moveu perto dela e só isso já a fez perder o fôlego.
Se lembrou da conversa que teve com a irmã mais velha.
— Não é de verdade, Ive. Acredite em mim. É só essa vontade de ser livre, mas o amor real não quer dominar nada.
— Parece tão bom, Mel. Eu sinto o meu mundo inteiro parar.
— E se o Lucca voltasse? Se ele estivesse vivo, ainda escolheria esse rapaz? Se sim, aí é de verdade.
Não escolheria nem a si mesma se existisse alguma chance de que Lucca estivesse vivo.
Sobre isso Ive não tinha nenhuma dúvida.
Precisava se afastar de Antônio, o coração estava confundindo tudo.
Era isso que estava pensando quando ele a abraçou.
Não conseguiu nem se mexer.
Os pensamentos se dissolveram naquele gesto e dormiu sentindo que ao menos por enquanto podia se permitir esquecer.
Acordou com uma dor horrível no ombro.