A mão áspera em sua cintura fez Ive puxar o ar mais forte. Antônio soltou, pediu desculpas.
— Eu não vi.
Tirou a mão e Ive puxou de volta.
— Tudo bem, Antônio. Eu também estou de roupa, nós dois estamos.
Ive guiou a mão do rapaz para o elástico da calcinha que estava usando.
Ele tocou com a ponta dos dedos, até o tecido parecia delicado demais, puro demais para que ele sujasse.
O dedo ficou entre a pele e o elástico.
Antônio não se moveu.
E ela continuou o banho sentindo o peso da mão em seu corpo.
Nem se deu conta do absurdo, mas usou shampoo na cabeça do rapaz.
Não havia cabelos.
Mas ela não queria que aquele momento acabasse.
De repente, o som da resistência aquecendo a água sumiu e o jato desceu gelado sobre eles.
Ela pulou, tentou colocar as costas para que ele não sentisse frio.
Escorregou e quando caiu foi sobre ele.
Antônio abraçou a menina, estava tremendo, mas só até aquele carinho.
Esqueceu da água, do tempo, do banho.
O rosto dele estava tão perto e o corpo tão quente que