Antônio se lembrou da cela, da escolha que fez.
Havia se encolhido com a voz forte, o hálito também tinha um cheiro ruim.
— Você precisa de uma lição, não mesmo?
— Não. Eu comprei o doce, trabalhei pelo dinheiro.
Os detentos riram. E um deles avisou o líder.
— Deixa ele. É um retardado, não está vendo?
Antônio tentou se levantar, o cheiro de urina e mofo irritava o nariz. Tinha cheiro de escuro. Foi o que pensou.
Mas precisou escolher.
E fez isso pensando em Ive.
— Retardado ou não, ele mexeu n